Paróquia

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Igreja Matriz

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Padroeria

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Pároco

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Nossa História

A cidade de Itaberaí surgiu no século XVIII. Segundo a obra “Itinerário”, de Raimundo José da Cunha Matos, publicada em 1836, Curralinho teve início em 1736. O certo é que por volta do ano de 1770, o arraial de Curralinho já existia nas proximidades da fazenda Engenho do Palmital. O princípio do arraial se deveu à devoção dos roceiros da região que se juntaram e edificaram uma capela sob a invocação de Nossa Senhora da Abadia (onde hoje é a Igreja Matriz). Aos poucos, com a chegada de mais moradores, o arraial, então conhecido por Curralinho, foi se firmando.

Entre os primeiros moradores alguns se sobressaíram pela grande influência que exerceram no crescimento do arraial, salientando-se entre eles, Francisco Tavares, que doou parte de suas terras para patrimônio de Nossa Senhora da Abadia, o mulato Joaquim Cabral, o capitão-mor Salvador Pedroso de Campos que não era da região de Curralinho e que não foi o primeiro dono da fazenda Palmital, o capitão de Ordenanças João Luiz Brandão, padres Joaquim Ildefonso de Almeida e Francisco Luiz Brandão, o capitão Felipe Antônio Cardoso, o capitão Tristão da Cunha Morais, capitão José Manuel da Silva Caldas, coronel Jerônimo Pinheiro de Abreu e outros.

Por Curralinho a povoação ficou conhecida por mais de século, até que em 05 de agosto de 1924, por iniciativa do deputado coronel Benedito Pinheiro de Abreu, foi aprovado o projeto de mudança do nome de Curralinho para Itaberahy que significa na língua guarani “Rio das Pedras Brilhantes”.

Segundo tradição oral, o curralzinho do qual o arraial tomou o nome, apenas corruptelado para Curralinho, existiu no lado de cima do “Larguinho”, hoje praça Sinhô Pinheiro, a praça onde se localiza a Casa de Cultura João Caldas, sede da Academia Itaberina de Letras e Artes – AILA. Junto a este curralzinho construíram um rancho para pouso dos vaqueiros e tropeiros que andavam pela região.

Não obstante, o arraial começou a se formar do outro lado da ipueira, na qual passa pequeno córrego ainda existente, e que nascendo no quintal da Casa de Cultura “Cel. João Caldas”, atravessa a Rua Padre Pedro, corta a Rua General Pedroso e se lança no rio das Pedras.

Ali, no alto, surgiu a capelinha que já existia em 1784. Em sua volta foram construindo casas. Em 1824, segundo Cunha Matos (1979, p. 28) o arraial era formado por um grande largo e duas ruas, as atuais Padre Pedro (antes Rua Direita) e Benedito Constant da Fonseca (antes Rua das Flores), totalizando 52 casas. Pouco depois se formou uma bifurcação da Rua Direita, descendo em direção ao rio, era a Rua do Gorgulho, hoje Brigadeiro Felicíssimo. A rua comumente chamada “Rua do Sapo”, hoje, General Pedroso, apesar de possuir, no século XIX, algumas casas de chácara, se formou realmente no século XX, ganhando maior expressão com a construção do Matadouro Municipal (casa de Jerônimo Vidal), ficando conhecida, durante certo tempo, por Rua do Matadouro. À época não existia a rua que, partindo da frente da Matriz desce para a General Pedroso, por existir naquele local um sobrado que pertenceu a Pedro Peixoto dos Santos.

O lugar do antigo curralzinho, porém, somente começou a integrar-se ao núcleo do Largo da Matriz, quando o capitão José Manoel da Silva Caldas, que ali possuía sua chácara, construiu algumas casas. O local tornou-se o Largo da Estalagem (que se chamou também Largo São José), hoje praça Sinhô Pinheiro (praça Joaquim Lúcio). As casas construídas pelo capitão Caldas eram interessantes, diferiam das construções de então, tendo algumas, na frente, ampla varanda, como as casas bandeirantes de São Paulo.

Em 5 de dezembro de 1840, o curato de Curralinho foi elevado à condição de paróquia, o que se deu devido ao trabalho e prestígio do capitão Felipe Antônio Cardoso. Com isso, o arraial tomou maior alento, atraindo adventícios.